Perguntas e Respostas

Reunião Mediúnica

Perguntas elaboradas pelos participantes do grupo Telegram @febtv_mediuns, referente à série apresentada por Jacobson Sant’ana Trovão “Estudando O Livro dos Médiuns”, canal da FEBtv no YouTube, e respondidas por uma equipe de estudiosos do tema.

Vedada a reprodução, finalidade meramente de estudo da mediunidade à luz do espiritismo.

O médium para assumir a tarefa na desobsessão deve apresentar, dentre outros, conhecimento suficiente de Espiritismo, aceitar a renúncia, ser perseverante, demonstrar equilíbrio mental e emocional, buscar os altos valores morais, ter devoção ao serviço em benefício do próximo. Não se espere médiuns perfeitos, mas estudantes dedicados e comprometidos com o bem. Então, a admissão de um médium à tarefa desobsessiva é de análise caso a caso, sendo o candidato esclarecido de que assume um compromisso com elevados benfeitores espirituais, que passarão a contar com sua dedicação em aprender sempre e desejo de colaborar junto a encarnados e desencarnados em sofrimento. Quanto ao número de passividades por reunião, o psicofônico deve se manter em duas comunicações, para evitar despêndios de energia, preservando a saúde do médium, conforme orienta André Luiz, no livro “Desobsessão”, cap. 40. Divaldo Pereira Franco tem o mesmo entendimento, conforme consta do livro “Qualidade na prática mediúnica”, 2a parte, item “Funcionamento”. Observamos que excepcionalmente, se o médium demonstrar condições e o tempo permitir, é admissível uma terceira passividade. O dirigente da reunião, via intuição, terá a orientação devida, nesse caso.

Às vezes o médium em transe sofre acentuada perda de energia, o passe durante o transe ajuda a sustentar o equilíbrio do médium. A aplicação do passe, nesses casos, será esporádica e não habitual. Nem sempre o passe direto é necessário, pois os médiuns de apoio ou de sustentação em se mantendo em oração durante o transe de um médium dará o aporte energético necessário à sustentação do circuito mento-eletro-magnético formado entre médium e comunicante. Os médiuns de apoio liberam fluido ectoplasmático usados pelo orientadores espirituais para as atividades que são desenvolvidas. Lembremos que a qualidade do transe depende de três fatores: dirigente com condições morais desejáveis, médium igualmente moralizado e o meio, ou seja a equipe de participantes da reunião mediúnica, que deve se esforçar para formar uma unidade harmônica. O passe pode ser dado após o transe, para recuperar a perda de fluido vital do médium.

O benfeitor André Luiz, de forma lúcida e lógica, no capítulo 62, “Comentários domésticos”, do livro “Desobsessão”, afirma: “Conversas acerca de quaisquer manifestações ou traços deprimentes do amparo espiritual efetuado estabelecem imãs de atração, criando correntes mentais de ação e reação entre os comentaristas e os que se tornam objeto dos comentários em pauta […].” Assim, não se deve comentar em casa. Os Espíritos atendidos sofrerão o impacto vibratório dos comentários e os médiuns poderão reviver os sintomas desagradáveis do sofredor desencarnado. Em casa, mantenhamos respeitoso silêncio sobre os atendimentos ocorridos na reunião mediúnica, é uma ética que todo médium deve assimilar. A exemplo, desse modo fazem os profissionais em relação aos seus clientes. Respeitoso silêncio. O estudo das comunicações com o fim de aprendizagem deve ser feito no Centro Espírita, na reunião mediúnica, após o encerramento dos atendimentos aos desencarnados.

Contratempos existem e são muito naturais no dia a dia. Se houve um atraso de um médium para chegar no horário à reunião mediúnica, sobretudo na condição de uma eventualidade, qual o clima ou o trânsito isso deve ser tomado à conta de caso fortuito ou de força maior. O médium deve se tranquilizar, sabendo que não é o responsável pelo ocorrido. Assim, encontrando as porta cerradas não deve insistir em adentrar à sala, poderá retornar ao seu lar ou permanecer em estudos nas dependências do Centro Espírita, se houver possibilidade e interesse. O médium dedicado, assíduo ante essa ocorrência de atraso e portas fechadas não deve se agastar com o dirigente da reunião mediúnica nem tomá-lo à conta de radical. Fechar as portas no horário é uma orientação dos benfeitores espirituais cuidadores da difusão do Espiritismo, aqui podendo citar o Espírito André Luiz, no livro “Desobsessão”, capítulo 14, em que ele aconselha fechar as portas 15 min antes do início da reunião, para leituras preparatórias. Tal orientação é muito lógica. Veja que na sala da reunião mediúnica estão presentes muitos doentes desencarnados, os médiuns já então em estado de pré-transe estabelecendo a sintonia com os desencarnados, fluidos ectoplasmáticos já estão sendo liberados no ambiente pelos médiuns de apoio ou sustentação, se houver interrupção ou transtornos nessa fase pode haver grave comprometimento ao atendimento dos desencarnados e até mesmo causar mal estar nos médiuns. Então, realmente, após a porta fechada é prudente e mais seguro não abrir. Sabemos de casos em que chuvas torrenciais impedirem a chegada de todos os médiuns, a reunião não se realizou. Foi uma causa justificável. Se estamos sujeitos a imprevistos, dada a responsabilidade da tarefa, busquemos superar os contratempos.

O médium para assumir a tarefa na desobsessão deve apresentar, dentre outros, conhecimento suficiente de Espiritismo, aceitar a renúncia, ser perseverante, demonstrar equilíbrio mental e emocional, buscar os altos valores morais, ter devoção ao serviço em benefício do próximo. Não se espere médiuns perfeitos, mas estudantes dedicados e comprometidos com o bem. Então, a admissão de um médium à tarefa desobsessiva é de análise caso a caso, sendo o candidato esclarecido de que assume um compromisso com elevados benfeitores espirituais, que passarão a contar com sua dedicação em aprender sempre e desejo de colaborar junto a encarnados e desencarnados em sofrimento. Quanto ao número de passividades por reunião, o psicofônico deve se manter em duas comunicações, para evitar despêndios de energia, preservando a saúde do médium, conforme orienta André Luiz, no livro “Desobsessão”, cap. 40. Divaldo Pereira Franco tem o mesmo entendimento, conforme consta do livro “Qualidade na prática mediúnica”, 2a parte, item “Funcionamento”. Observamos que excepcionalmente, se o médium demonstrar condições e o tempo permitir, é admissível uma terceira passividade. O dirigente da reunião, via intuição, terá a orientação devida, nesse caso.

Às vezes o médium em transe sofre acentuada perda de energia, o passe durante o transe ajuda a sustentar o equilíbrio do médium. A aplicação do passe, nesses casos, será esporádica e não habitual. Nem sempre o passe direto é necessário, pois os médiuns de apoio ou de sustentação em se mantendo em oração durante o transe de um médium dará o aporte energético necessário à sustentação do circuito mento-eletro-magnético formado entre médium e comunicante. Os médiuns de apoio liberam fluido ectoplasmático usados pelo orientadores espirituais para as atividades que são desenvolvidas. Lembremos que a qualidade do transe depende de três fatores: dirigente com condições morais desejáveis, médium igualmente moralizado e o meio, ou seja a equipe de participantes da reunião mediúnica, que deve se esforçar para formar uma unidade harmônica. O passe pode ser dado após o transe, para recuperar a perda de fluido vital do médium.

O benfeitor André Luiz, de forma lúcida e lógica, no capítulo 62, “Comentários domésticos”, do livro “Desobsessão”, afirma: “Conversas acerca de quaisquer manifestações ou traços deprimentes do amparo espiritual efetuado estabelecem imãs de atração, criando correntes mentais de ação e reação entre os comentaristas e os que se tornam objeto dos comentários em pauta […].” Assim, não se deve comentar em casa. Os Espíritos atendidos sofrerão o impacto vibratório dos comentários e os médiuns poderão reviver os sintomas desagradáveis do sofredor desencarnado. Em casa, mantenhamos respeitoso silêncio sobre os atendimentos ocorridos na reunião mediúnica, é uma ética que todo médium deve assimilar. A exemplo, desse modo fazem os profissionais em relação aos seus clientes. Respeitoso silêncio. O estudo das comunicações com o fim de aprendizagem deve ser feito no Centro Espírita, na reunião mediúnica, após o encerramento dos atendimentos aos desencarnados.

Cada instituição tem suas normas, suas regras que não nos é permitido julgar.

Qual de nós pode bater no peito e dizer que é perfeito e não possui nenhuma viciação, moral ou física? No entanto, não podemos desanimar, pois Jesus veio para os doentes e não para os sãos. Um dia tudo isso será superado. O que nos evolui é a caridade, qual seja benevolência para com todos, indulgência com a imperfeições dos outros e perdão das ofensas (O Livros dos Espíritos, q. 886). Aplique isso em sua vida e você verá as ocorrências do dia a dia de outro modo. Siga trabalhando no bem, estudando e orando. O estudo ilumina a mente. Acompanhe nossos programas pela FEBtv, é também uma forma de estudar. Em nenhuma hipótese elimina o estudo presencial nos Centros Espíritas, ao contrário esperamos estimula-lo, contudo a internet é hoje mais uma ferramenta no processo ensino-aprendizagem. Busque, sempre que possível, as indicações de livros que fazemos, para melhorar a compreensão do assunto estudado. Estamos empreendendo, dentro nossas limitações interpretativas, toda seriedade que “O Livro dos Médiuns” requisita.

Não se deve realizar reuniões mediúnicas em casa, esta é uma regra preconizada por Allan Kardec. Ele mesmo organizou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas para ter um lugar apropriado para as reuniões de estudo e de prática mediúnica. Na Revista Espírita (anos 1862 e 1863), quando Kardec analisa as obsessões em “Morzine” ele deixa bem claro os riscos a que se expõe a família que realiza reunião mediúnica em casa, sobretudo a obsessão. Já André Luiz no livro “Desobsessão”, capítulo 9, na linha de pensamento de Kardec, diz: “No templo espírita, os instrutores desencarnados conseguem localizar recursos avançados do plano espiritual para o socorro a obsidiados e obsessores […].” Na verdade essa orientação é para qualquer atividade mediúnica. O lar fica vulnerável a influênciações prejudiciais a harmonia doméstica com a presença de entidades enfermas que comparecem às reuniões mediúnicas. Os benfeitores espirituais terão dificuldade em criar barreiras protetoras à família, pela diversidade dos habitantes domésticos. Então, na medida da possibilidade, o ideal é ir transferindo as atividades mediúnicas para o Centro Espírita.

O caso é bastante subjetivo e somente o grupo e o dirigente poderiam avaliar as condições do retorno do trabalhador. Contudo, uma vez que o médium mencionado está integrado ao grupo é momento de exercitarmos o acolhimento. Lembremos da máxima de Kardec: Trabalho, solidariedade e tolerância. Médium perfeito em nosso plano evolutivo é muito difícil de ser encontrado. Qual de nós pode dizer que é? Sigamos estudando e trabalhando no bem, com perseverança a harmonia virá.