O médium para assumir a tarefa na desobsessão deve apresentar, dentre outros, conhecimento suficiente de Espiritismo, aceitar a renúncia, ser perseverante, demonstrar equilíbrio mental e emocional, buscar os altos valores morais, ter devoção ao serviço em benefício do próximo. Não se espere médiuns perfeitos, mas estudantes dedicados e comprometidos com o bem. Então, a admissão de um médium à tarefa desobsessiva é de análise caso a caso, sendo o candidato esclarecido de que assume um compromisso com elevados benfeitores espirituais, que passarão a contar com sua dedicação em aprender sempre e desejo de colaborar junto a encarnados e desencarnados em sofrimento. Quanto ao número de passividades por reunião, o psicofônico deve se manter em duas comunicações, para evitar despêndios de energia, preservando a saúde do médium, conforme orienta André Luiz, no livro “Desobsessão”, cap. 40. Divaldo Pereira Franco tem o mesmo entendimento, conforme consta do livro “Qualidade na prática mediúnica”, 2a parte, item “Funcionamento”. Observamos que excepcionalmente, se o médium demonstrar condições e o tempo permitir, é admissível uma terceira passividade. O dirigente da reunião, via intuição, terá a orientação devida, nesse caso.