O mais comum é o médium ter ciência da condição do comunicante espiritual, já que com ele se sintoniza assimilando suas dificuldades e necessidades. Mas, pode ocorrer de não acontecer tal percepção. Isso é variável caso a caso.
Perguntas elaboradas pelos participantes do grupo Telegram @febtv_mediuns, referente à série apresentada por Jacobson Sant’ana Trovão “Estudando O Livro dos Médiuns”, canal da FEBtv no YouTube, e respondidas por uma equipe de estudiosos do tema.
Vedada a reprodução, finalidade meramente de estudo da mediunidade à luz do espiritismo.
O mais comum é o médium ter ciência da condição do comunicante espiritual, já que com ele se sintoniza assimilando suas dificuldades e necessidades. Mas, pode ocorrer de não acontecer tal percepção. Isso é variável caso a caso.
A expressão “puxar um Espírito” não é apropriada, não é um expressão Espírita, pois não corresponde com a realidade. Mas, é uma evocação, num sentido amplo da palavra. Veja a resposta da pergunta 10 acima. O que se deve fazer é orar em benefício de uma pessoa, pode ser apenas uma prece feita pelo pensamento, e deixar que os benfeitores espirituais se encarreguem de conduzir até a sala da reunião mediúnica o enfermo espiritual, se for necessário. A condução feita pelos amigos espirituais indica um controle da situação e proteção do grupo. Fixar a mente em uma pessoa ou num Espírito que se supõem ser um obsessor cria-se um campo mento-eletromagnético que pode gerar uma atração pelo pensamento. Se isso não for feito com conhecimento pelo estudo do mecanismo das comunicações, sobretudo como explicado por Allan Kardec em “O Livro dos Médiuns”, e sob o amparo e orientação de entidades elevadas, pode gerar grave perturbação à pessoa ou ao grupo que fez a mentalização. Por isso, devemos, nesse caso, pedir a Jesus que conceda, se julgar conveniente, que, se houver uma entidade desencarnada perturbando ou sofrendo no plano espiritual, ela possa ser socorrida, estando o grupo disponível para o auxílio, caso exista a necessidade de uma manifestação mediúnica. Isso, porque nem sempre é necessária a manifestação direta da entidade para o benefício dela.
O fenômeno que você descreve é o da incorporação ou psicofonia, designação mais adequada. O médium sentirá com maior ou menor intensidade as dores e angústias do comunicante conforme seu grau de sensibilidade, considerando também a natureza do desencarnado, o estado de perturbação, de revolta, dentre outros. Sendo um médium mais sensível psicossomatizará as sensações com mas intensidade. É uma característica individual, não querendo dizer que este médium seja melhor que outro. Cabe ao médium ter paciência, não supervalorizar as sensações desagradáveis, manter a calma e o autocontrole de si e do comunicante. Os mentores sempre auxiliam e atuam evitando impactos emocionais e orgânicos no médium em transe, inclusive com a amenização do estado doroso do desencarnado. Há médiuns que embora em transe não demonstram dores ou angustias excessivas. Isso varia de médium a médium. Quanto a uma anestesia completa, se isso ocorrer, pode impedir o médium de expressar com segurança o estado do comunicante, dificultando a avaliação do dirigente ou do esclarecedor que estiver atendendo a entidade em transe. Pode não ser uma anestesia, mas uma baixa ou nenhuma psicossomatização. É uma possibilidade, pois os recursos dos Espíritos superiores são tão vastos que não podemos conhecer todos eles.
Não tenha receio, pode participar quando desejar, assim como todos os inscritos. Estamos aqui para tirar as dúvidas. Se bloqueamos novas perguntas é para dar tempo de responder, se não ocorre um acúmulo. Mas, vamos a sua pergunta. O vidente deve ter cuidado ao relatar o que vê, na verdade ele vê pelo pensamento e interpreta a visão segundo sua formação cultural, conhecimento de Espiritismo, pelas suas crenças e hábitos. E mais, ele tanto o pensamento de Espíritos quanto a verdade espiritual. Ver o pensamento de um Espírito que criou uma imagem fluídica telepaticamente projetada na mente do médium é sofrer uma ação hipnótica. Se for um bom Espírito a imagem será salutar e pode ser relatada, se for uma entidade inferior será uma ilusão, e se for relatada deve ser com cuidado, para não criar o medo. Nesta situação o médium não viu uma realidade, mas projeções metais. Agora, ver um Espírito é diferente. Sintonizar com ele e com ele se comunicar é diferente. Como diferenciar: o bom senso, a razão e a experiência. A pessoa que ouve o relato do médium, se for novata ou impressionável ou apenas curiosa, poderá se deslumbrar ou desconfiar da autenticidade do relato. Por isso a vidência é das modalidade mediúnicas mais delicadas. O médium deve sim ter muito cuidado no relato. Estude o capítulo 12 “Clarividência e Clariaudiência” do livro “Nos Domínios da Mediunidade”, de André Luiz. Num programa mais adiante tratarei do tema com mais detalhes.
Realmente certas percepções devem ser ditas no momento em ocorrem, para que o grupo sintonizando possam auxiliar o desencarnado, mesmo sem a ocorrência do transe. Mas, todo informação do médium deve ser precedida de bom senso e lógica. Ficar interrompendo o desenvolvimento da reunião para relatar vidências atrapalha o curso natural da sessão. Se tiver dúvida entre falar ou não, converse em particular com o dirigente e ele decidirá se expõe ao grupo ou não. Para o final da reunião, no momento da avaliação das atividades ficam as impressões gerais, sem se ater a detalhes. Mas, observe, pelo seu relato, ver uma criança correndo pela sala é mais ligado a uma forma pensamento, ou seja você “viu” ou captou o pensamento de um Espírito e não a realidade, pois pelo bom senso e informações dos Espíritos crianças não correriam pela sala. Para você estudar o tema e aprender a diferenciar visões de pensamentos de entidades e a realidade espiritual do momento estude o capítulo 12 “Clarividência e Clariaudiência” do livro “Nos Domínios da Mediunidade”, de André Luiz. Já fiz tal explicação numa live, mas voltarei ao tema nos nossos estudos semanais. Finalmente, creio que a expressão “médium reporter” é uma inovação, interessante, mas devemos ter cautela para não criarmos uma especialidade mediúnica que não existe, já que todo médium pode relatar suas experiências mediúnicas sem ser reporter, mas como servidor dos amigos espirituais. Bom, é uma sugestão.
Ocorrem sim reuniões mediúnicas no plano espiritual com a presença somente de desencarnados. Leia o livro “Obreiros da vida eterna”, cap. 9, de André Luiz e você verá a descrição de uma dessas reuniões. Mas lembre que reunião mediúnica é um termo genérico para designar reuniões sérias com a manifestação direta de desencarnados. Assim, a obra de André Luiz e de Manoel Philomeno de Miranda estão repletas de descrições de manifestações mediúnicas na sociedade dos Espíritos, conduzidas por benfeitores espirituais.
Não é aconselhável a dupla função de dirigente da reunião mediúnica e de psicofônico. O ideal é que a pessoa escolha a atividade que mais se ajustar ao seu perfil. Alguns inconvenientes podem ser apontados. Ao entrar em transe ele deixará o grupo sem o comando, mesmo que passe a condução a outro tarefeiro, já que o dirigente é o foco de atenção do dirigente espiritual da reunião. A sintonia é outro aspecto, pois o dirigente se sintoniza com o diretor espiritual da reunião e o psicofônico com os enfermos desencarnados, sintonia que pode se dar dias antes de reunião, o que prejudicará a harmonia do dirigente, que deve ficar distante de tais sintonias, para bem captar as orientações do diretor espiritual mencionado. Destacaríamos também que no momento do esclarecimento do desencarnado em transe, se o dirigente é também psicofônico poderá assimilar as vibrações emanadas do sofredor comunicante e com isso ter a mente turvada à perfeita orientação do mentor que lhe conduz pela intuição, assimilando fluidos e sensações emanadas pelo Espírito sofredor. Esse o posicionamento de André Luiz nos livros “Conduta Espírita” cap. 3 e “Desobsessão” cap. 26, e Manoel Philomeno de Miranda na obra “Qualidade na Pratica Mediúnica” pag. 94 e 117.
O Espírito comunicante em sofrimento ou perturbação tem sempre um foco de interesses e preocupações. É nesse foco que se precisa atuar para que ele deixe as fixações mentais. Há comunicantes que assimilam mais facilmente as orientações do esclarecedor (ou dialogador) outros não. Devem ser tentados todos os recursos para o reequilíbrio do desencarnado: preces, criação de imagens mentais positivas, oferecimento de medicamentos, de socorro, indução ao sono, observar a presença dos amigos espirituais, inclusive para ele desviar o pensamento. Tais ações surtem efeito na maioria das vezes. Há casos porém que o reequilíbrio se dará pós-transe. No entanto, há sempre um ganho para o desencarnado que se comunica, pois fica mais acessível à presença dos benfeitores espirituais, já que muitos, dada a perturbação, nem mesmo conseguiam ver seus benfeitores.
A sala da reunião mediúnica séria fica livre de fluidos deletérios, segundo André Luiz, que informa no livro “Os mensageiros”, cap. 43, que os Espíritos magnetizam o ar antes da sessão mediúnica removendo formas-pensamentos que prejudicariam o desenrolar da reunião. Assim, como o ambiente, embora compareçam Espíritos sofredores, a presença deles não prejudica os fluidos do local, sendo dessa forma a água permanecerá pura do início ao fim da reunião mediúnica.
Seu procedimento a nosso ver está correto. Não existe uma fórmula para se atender os Espíritos, cada caso é um caso. Veja que a tarefa do chamado dialogador é na verdade a de “médium esclarecedor”, designação mais apropriada que dialogador. A expressão é de André Luiz, e nessa condição de médium atua intuitivamente. Sugerimos que estude “O Evangelho segundo o Espiritismo” para oferecer condições interpretativas aos benfeitores espirituais, no que se refere ao consolo aos desencarnados, seguir no estudo de “O livro dos médiuns” e estudar o livro “Desobsessão” de André Luiz que bem orienta a condução da reunião mediúnica e o ato de esclarecer os desencarnados, sem dispensar obviamente outras obras idôneas que tratam do assunto.
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