Perguntas e Respostas

Mediunidade e Estudo

Perguntas elaboradas pelos participantes do grupo Telegram @febtv_mediuns, referente à série apresentada por Jacobson Sant’ana Trovão “Estudando O Livro dos Médiuns”, canal da FEBtv no YouTube, e respondidas por uma equipe de estudiosos do tema.

Vedada a reprodução, finalidade meramente de estudo da mediunidade à luz do espiritismo.

Segue um link de um ótimo artigo publicado no site da FEB sobre Maria, mãe de Jesus. Auxiliará no seu estudo. Quanto à imagem mencionada, fique tranquila, creio, em nossa opinião, que em nada prejudica você ter uma estátua de Nossa Senhora em casa e a ela devotar sua fé e seu respeito. Siga seu coração e prossiga amando e venerando esta Sublime Personalidade que foi a mãe de Jesus.

Vamos a cada uma de suas perguntas:

1) Os Espíritos manipulam os fluidos pelo pensamento. Para construções no Plano Espiritual, como as que você se refere, o Espírito deve ter grande capacidade criativa e elevação espiritual. Sendo assim, não haverá falhas na construção, e prédios de tamanhos variados podem ser edificados.
2) A reunião mediúnica, privativa, na qual se exercita a psicografia, no Centro Espírita, deve ter local e hora determinados, e as mensagens mediúnicas, após devidamente analisadas e servir de aprendizado para a equipe mediúnica, podem ser descartadas, a critério do grupo. Devemos ter muito cuidado na divulgação prematura de psicografias, que podem causar orientações equivocadas e perturbação naqueles que as lerem.
3) Quem primeiro deve avaliar a mensagem psicografada é o próprio médium, buscando verificar as orientações a ele dirigidas. No entanto, o dirigente do grupo e seus auxiliares devem assumir a responsabilidade das avaliações. As mensagens noutras línguas ou lidas em espelho pela escrita invertida podem ser traduzidas e se tiverem um conteúdo elevado provém de bons Espíritos, ao contrário será de Espíritos levianos. Tais experiências servem para o desenvolvimento da fé raciocinada, convidando ao estudo e à perseverança no trabalho do bem.
4) Sim, no Plano Espiritual um Espírito pode ser intermediário de outro que não pode se comunicar presencialmente ou que não tem afinidade com o médium.
5) Parar a psicografia para a intervenção de um Espírito é possível, mas devemos ter em mente o propósito. Se não for elevado, pode ser uma interferência perturbadora. Ocorreu um lindo caso semelhante com Chico Xavier. Chico psicografava e a Casa Espírita da prece estava lotada. Editores que publicariam o livro “Há dois mil anos” em grego chegaram durante a reunião e ficaram sem poder falar com o Chico, que estava em transe. Eles queriam a autorização do Chico para a publicação do referido livro. Viajariam ainda naquela noite, mas não poderiam interromper o médium. Dai há pouco um colaborador lhes entrega um linda psicografia de Emmanuel dando a autorização pretendida. Chico, sem se alterar, de olhos fechados, psicografava uma mensagem para uma mãe aflita. A psicografia foi interrompida, Emmanuel escreveu a autorização, e a psicografia prosseguiu após. Chico nem mesmo levantara a cabeça para ver a entrada dos editores que ficaram ocultos no meio da pequena multidão.
6) O estudo serve exatamente para nos abrir os olhos. Cada vez se aprende e se aplica o conhecimento, mais segurança adquirimos na tarefa mediúnica.
7) O estudo de “O livro dos Espíritos” deve ser contínuo, em grupo ou a sós, meditar em cada questão no dá o melhor entendimento de nossa existência na Terra.

A causa do medo de Espíritos precisa ser avaliada por você mesma, em geral decorre da falta de conhecimento sobre o assunto e fruto de uma educação de infância quando se ensina a ter medo de escuro, das almas e coisas dessa natureza. Estude o assunto, como temos feito nos programas pela FEBTv, assista o programa e estude “O Livro dos Médiuns.” Com o tempo verá que não há o que temer. O cuidado que devemos ter é com os nossos pensamentos, que os atraem. E são os Espíritos que agem ocultos, sem serem notados, os mais perigosos, pois se utilizam de nossas fraqueza morais, inclusive do nosso medo. Com equilíbrio moral, Espírito algum será capaz de dominar o médium. A proteção do médium está na prática do bem, que atrai a presença dos bons Espíritos. São eles, os amigos espirituais, que estão sempre ao nosso lado que nos dão amparo. Façamos nossa parte e confiemos no amparo de Jesus, nada há o que temer.

Existem diversos livros da lavra mediúnica, sobretudo de Chico Xavier, Divaldo Franco e Yvonne A. Pereira, e de autores encarnados que ampliam o conhecimento sobre a mediunidade. “No invisível” de Léon Denis é um obra que deve ser estudada. Mas, sem expressar preferência em detrimento de outros autores, sugerimos a série de André Luiz, que estabelece amplas explicações, úteis aos médiuns. Por exemplo, “Os mensageiros”, “Missionários da Luz” , “Nos domínios da mediunidade” são alguns dos livros que temos como de conhecimento necessário à boa formação do médium. Conforme o interesse Manoel P. de Miranda também compõe o acervo dos livros indicados. A FEB, pela Área Nacional da Mediunidade, que atualmente coordenamos, oferece um programa de estudos denominado “Mediunidade: estudo e prática”, 2 volumes, que indicamos aos Centros Espíritas para a formação de médiuns, com temas variados que suscitarão excelentes reflexões.

Estar tentado não é estar obsidiado. Todos podemos sofrer uma influenciação espiritual, é comum, estar obsidiado significa que a pessoa está com a mente sob o domínio de outra mente, e isso não ocorreu com Jesus. Sobre o tema temos no livro “A gênese” de Allan Kardec, no cap. 15, item 52 e 53 a instrução dada por um Espírito:

“Jesus não foi arrebatado. Ele apenas quis fazer que os homens compreendessem que a humanidade se acha sujeita a falir e que deve manter-se sempre vigilante contra as más inspirações a que, pela sua natureza fraca, é impelida a ceder. A tentação de Jesus é, pois, uma figura e fora preciso ser cego para tomá-la ao pé da letra. Como pretenderíeis que o Messias, o Verbo de Deus encarnado, tenha estado submetido, por algum tempo, por mais curto que fosse, às sugestões do demônio e que, como diz o Evangelho de Lucas, o demônio o houvesse deixado por algum tempo, o que levaria a supor que o Cristo continuou submetido ao poder daquela entidade maléfica? Não; compreendei melhor os ensinos que vos foram dados. O Espírito do mal não teria nenhum poder sobre a essência do bem. Ninguém diz ter visto Jesus no cume da montanha, nem no pináculo do Templo. Sem dúvida, tal fato se teria espalhado por todos os povos. A tentação, portanto, não constituiu um ato material e físico. Quanto ao ato moral, admitiríeis que o Espírito das trevas pudesse dizer àquele que conhecia sua própria origem e o seu poder: ‘Adora-me, que te darei todos os reinos da Terra?’ Então o demônio desconheceria aquele a quem fazia tais oferecimentos? Não é provável. Ora, se o conhecia, suas propostas eram uma insensatez, pois ele sabia perfeitamente que seria repelido por aquele que viera destruir o seu império sobre os homens.”

Infelizmente até hoje, pela falta de conhecimento, em função de interesses pessoais ou institucionais, preconceito e por falta de interesse, intenta-se, mas sem sucesso, afirmar que todo Espírita é charlatão, lida com o demônio, dentre outros sistemas. Felizmente, a liberdade religiosa que gozamos permite uma influente divulgação do Espiritismo, e tais sistemas preconceituosos tendem a desaparecer, para surgir o respeito a todas as doutrinas.