Na verdade a resposta dos Espíritos superiores a Allan Kardec esclarece que os Espíritos não tem sexo como o entendemos no plano físico, e não ausência dos impulsos sexuais, veja:
“200. Têm sexos os Espíritos?
“Não como o entendeis, pois que os sexos dependem
da organização. Há entre eles amor e simpatia, mas baseados na concordância dos sentimentos.”
Por informação dos Espíritos Superiores existem Espíritos inferiores ainda ligados às sensações fisiológicas, dependentes psicologicamente da utilização das funções sexuais, que embora desencarnados guardam os impulsos do uso degradante do sexo. Mantêm as feições que tinham quando encarnados, buscando aqueles que lhes possam saciar os desejos desequilibrados, com os quais se ligam obsessivamente. No entanto, chegará o tempo em que o Espírito compreenderá que os impulsos elevados do amor, da afinidade, da união de sentimentos formam as mais elevadas expressões de sexo, muito além das condições orgânicas impostas pelo corpo quando reencarnados. É o caso dos Espíritos Superiores dos quais não se pode ainda adentrar nos meandros da sexualidade que possuem.
Quanto a expressão “Deus-Pai” foi a forma que Jesus utilizou para promover a união dos povos e evoluir o pensamento de uma nação que historicamente mantinha guerra contra os povos vizinhos. À época, IAHWEH era o deus de uma nação, com a ideia de uma paternidade divina Jesus promovia a solidariedade entre os irmãos de humanidade. Encerrava a ideia de castas e pacificava os grupos rivais. Por que pai e não mãe? Na sabedoria de Jesus, seria necessário dar um passo de cada vez nas revelações superiores. A sociedade na qual Jesus renascera era patriarcal. Seria mais fácil absorver a ideia paternal do que maternal de Deus. Com o Espiritismo, na questão número 1 de “O livro dos Espíritos”, mais um passo é dado para a compreensão da Divindade que nos criou. Os Espíritos Superiores avançam para além da ideia de um deus homem, antropomórfica, para mostrar um Deus inteligência suprema, causa de todas as causas. Desaparece, portanto, a figura humana de Deus, para permanecer a ideia crítica, qual seja a nossa irmandade enquanto família universal. No Espiritismo Deus é pai, no sentido de origem de tudo e não de um homem que determina os destinos da humanidade, premiando uns e punindo outros. Regata-se assim, o princípio mais sublime das palavras de Jesus ao nominar Deus-Pai, criador, pois, embora a natureza de Deus permaneça desconhecida, do Cristo fica o ensino do amor e da união que devem permear nossas relações sociais.